Projeto Dissertando as Raízes do Brasil
Projeto
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Sergio Buarque de Holanda
Sérgio Buarque de Holanda estudou em diversas escolas de São Paulo.
Mudou-se, em 1921, para o Rio de Janeiro, matriculando-se na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde obteve o bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais em 1925.
Ao longo da década de 1920, atuou como representante do movimento modernista paulista no Rio de Janeiro. Trabalhou então em diferentes órgãos de imprensa e, entre 1929 e 1930, foi correspondente dos Diários Associados em Berlim, onde também frequentou atividades acadêmicas, como as conferências do historiador Friedrich Meinecke.
De volta ao Brasil no começo dos anos 30, continuou a trabalhar como jornalista.
Em 1936, obteve o cargo de professor assistente da Universidade do Distrito Federal. Neste mesmo ano, casou-se com Maria Amélia de Carvalho Cesário Alvim, com quem teria sete filhos: Sérgio, Álvaro, Maria do Carmo, além dos músicos Ana de Hollanda, Cristina Buarque, Miúcha e Chico Buarque. Ainda em 1936, publicou o ensaio Raízes do Brasil, que foi seu primeiro trabalho de grande fôlego e, ainda hoje, é o seu escrito mais conhecido.
Em 1939, extinta a Universidade do Distrito Federal, passou a trabalhar na burocracia federal.
Em 1941, passou uma longa temporada como visiting scholar em diversas universidades dos Estados Unidos.
Reuniu, no volume intitulado Cobra de Vidro, em 1944, uma série de artigos e ensaios que anteriormente publicara nos meios de imprensa.
Publicou em 1945 e 1957, respectivamente, Monções eCaminhos e Fronteiras, que consistem em coletâneas de textos sobre a expansão oeste da colonização da América Portuguesa entre os séculos 17 e 18.
Em 1946, voltou a residir em São Paulo, para assumir a direção do Museu Paulista, - que ocuparia até 1956 - sucedendo então ao seu antigo professor escolar Afonso Taunay.
Em 1948, passou a lecionar na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, na cátedra de História Econômica do Brasil, em substituição a Roberto Simonsen.
Viveu na Itália entre 1953 e 1955, onde esteve a cargo da cátedra de estudos brasileiros da Universidade de Roma.
Em 1958, assumiu a cadeira de História da Civilização Brasileira, agora na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.
O concurso para esta vaga motivou-o a escrever Visão do Paraíso, livro que publicou em 1959, no qual analisa aspectos do imaginário europeu à época da conquista do continente americano.
Ainda em 1958, ingressou na Academia Paulista de Letras e recebeu o Prêmio Edgar Cavalheiro, do Instituto Nacional do Livro, por Caminhos e Fronteiras.
A partir de 1960, passou a coordenar o projeto da História Geral da Civilização Brasileira, para o qual contribuiu também com uma série de artigos.
Em 1962, assumiu a presidência do recém-fundado Instituto de Estudos Brasileiros.
Entre 1963 e 1967, foi professor convidado em universidades no Chile e nos Estados Unidos e participou de missões culturais da Unesco em Costa Rica e Peru.
Em1969, num protesto contra a aposentadoria compulsória de colegas da Universidade de São Paulo pelo então vigente regime militar, decidiu encerrar a sua carreira docente.
No contexto da História Geral da Civilização Brasileira, publicou, em 1972, Do Império à República, texto que a princípio fora concebido como um simples artigo para a coletânea, mas que, com o decurso da pesquisa, acabou por ser ampliado num volume independente.
Trata-se de um trabalho de história política que aborda a crise do império brasileiro no final do século 19, explicando-a como resultante da corrosão do mecanismo fundamental de sustentação deste regime: o poder pessoal do imperador.
Permaneceu intelectualmente ativo até 1982, tendo ainda neste último decênio publicado diversos textos.
De 1975 é o volume Vale do Paraíba - Velhas Fazendas e de 1979, a coletânea Tentativas de Mitologia. Nestes últimos anos, trabalhou também na reelaboração do texto de Do Império à República - que não chegou a concluir. Participou, em 1980, da cerimônia de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), recebendo a terceira carteira de filiação do partido, após Mário Pedrosa e Antonio Cândido.
Neste mesmo ano, recebeu tanto o Prêmio Juca Pato, da União Brasileira de Escritores, quanto o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.
domingo, 31 de julho de 2011
Cronograma dos 1º anos
Cronograma para os 1º anos.
Turmas: O Projeto será desenvolvido na Escola de Referência em Ensino Médio Beberibe, com todos os estudantes nas turmas do 1º Ano A, 1º Ano B, 1º Ano C, 1º ano D, 2º ano A, 2º ano B e 2º ano C, 3º A e 3ºB.
Atividade / Prova | Assuntos / Conteúdos | Pontuação | Data da Entrega |
AT 1 | Pesquisa sobre a Vida e a Obra de Sérgio Buarque de Holanda | (0 a 3,0) | Terça-feira (02.08.11) |
REC 1 | Quinhentismo no Brasil + Sons e letras (Capítulo 19) | (0 a 3,0) | |
AT 2 | Exibição do documentário “Raízes do Brasil: uma cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda”, para responder dez questionamentos sobre as idéias do sociólogo. | (0 a 3,0) | 1ª quinzena de Agosto |
REC 2 | O Barroco no Brasil + O Barroco em Portugal + Padre Antônio Vieira | (0 a 3,0) | |
AT3 | Estudo dirigido de dois capítulos, Trabalho e Aventura e O Homem Cordial, do livro Raízes do Brasil, no qual constará de cinco problematizações. | (0 a 4,0) | Agosto |
REC 3 | Acentuação Gráfica + Gregório de Matos + Parônimos/Homônimos | (0 a 4,0) | |
Prova de Bloco | Prova Objetiva + Dissertação. Prova objetiva com trinta questões + entrega da dissertação produzida ao longo do projeto. As trinta questões serão referentes às matérias de filosofia, sociologia e língua portuguesa para as turmas dos primeiros anos e o segundo ano C, para as demais turmas só terão vinte questões referentes à filosofia e sociologia, mais a dissertação. | (0 a 10,0) | Conforme Calendário da Escola |
Cronograma 2º ano C
Cronograma somente para o 2º ano C
Atividade / Prova | Assuntos / Conteúdos | Pontuação | Data da Entrega |
AT 1 | Pesquisa sobre a Vida e a Obra de Sérgio Buarque de Holanda | (0 a 3,0) | Terça-feira (02.08.11) |
REC 1 | Romantismo em Prosa / José de Alencar / Joaquim Manuel de Macedo / Manuel Antônio de Almeida + DISSERTAÇÃO TEMA: O BRASIL QUE A GENTE QUER É A GENTE QUEM FAZ | (0 a 3,0) | Dissertação para Segunda-feira (01.08.11) |
AT 2 | Exibição do documentário “Raízes do Brasil: uma cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda”, para responder dez questionamentos sobre as idéias do sociólogo. | (0 a 3,0) | 1ª quinzena de Agosto |
REC 2 | Sujeito / Tipos de Sujeito / Predicado / Tipos de Predica / Complemento Verbal e Nominal | (0 a 3,0) | |
AT3 | Estudo dirigido de dois capítulos, Trabalho e Aventura e O Homem Cordial, do livro Raízes do Brasil, no qual constará de cinco problematizações. | (0 a 4,0) | Agosto |
REC 3 | Realismo + Machado de Assis / Naturalismo + Aluízio de Azevedo / Parnasianismo + Olavo Bilac + Alberto de Oliveira | (0 a 4,0) | |
Prova de Bloco | Prova Objetiva + Dissertação. Prova objetiva com trinta questões + entrega da dissertação produzida ao longo do projeto. As trinta questões serão referentes às matérias de filosofia, sociologia e língua portuguesa para as turmas dos primeiros anos e o segundo ano C, para as demais turmas só terão vinte questões referentes à filosofia e sociologia, mais a dissertação. | (0 a 10,0) | Conforme Calendário da Escola |
Dissertação
É um estudo teórico de natureza reflexiva, que consiste na ordenação de idéias sobre um determinado tema. A característica básica da dissertação é o cunho reflexivo-teórico. Dissertar é debater. Discutir. Questionar. Expressar o nosso ponto de vista, qualquer que seja. Desenvolver um raciocínio, desenvolver argumentos que fundamentem nossa posição. Polemizar, inclusive, com opiniões e com argumentos contrários aos nossos. Estabelecer relações de causa e conseqüência. Dar exemplos. Tirar conclusões. Apresentar um texto com organização lógica de nossas idéias.
A dissertação consiste na explanação ou discussão de conceitos ou idéias. Pode ser expositiva ou argumentativa.
Na dissertação expositiva, o autor apresenta uma idéia, uma doutrina e expõe o que ele ou outros pensam sobre o tema ou assunto. Geralmente ele faz a amplificação da idéia central, demonstrando sua natureza, antecedentes, causas próximas ou remotas, conseqüências ou exemplos. Na dissertação argumentativa, quer provar a veracidade ou falsidade de idéias. Pretende convencer o leitor ou ouvinte, dirige-se à sua inteligência através de argumentos, de provas evidentes, de testemunhas.
Se a dissertação é objetiva, o tratamento dado ao texto é impessoal, com argumentação lógica partindo de elementos gerais e indo para os particulares. Na dissertação subjetiva, o autor dirige-se não só à inteligência, mas também, de modo pessoal, aos sentimentos de quem ele pretende convencer. Além da emoção, às vezes há ironia, sarcasmo, ridículo. São partes importantes da dissertação: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Resumindo: Dissertar é:
I. Expor um assunto, esclarecendo as verdades que o envolvem, discutindo a problemática que nele reside;
II. Defender princípios, tomando decisões
III. Analisar objetivamente um assunto através da seqüência lógica de idéias;
IV. Apresentar opiniões sobre um determinado assunto;
V. Apresentar opiniões positivas e negativas, provando suas opiniões, citando fatos, razões, justificativas.
Sendo a dissertação uma série concatenada de idéias, opiniões ou juízos, ela sempre será uma tomada de posição frente a um determinado assunto - queiramos ou não.
Procurando convencer o leitor de alguma coisa, explicar a ele o nosso ponto de vista a respeito de um assunto, ou simplesmente interpretar um idéia, estaremos sempre explanando as nossas opiniões, retratando os nossos conhecimentos, revelando a nossa intimidade. É por esse motivo que se pode, em menor ou maior grau, mediar a cultura (vivência, leitura, inteligência...) de uma pessoa através da dissertação.
Podemos contar uma estória (narração) ou apontar características fundamentais de um ambiente (descrição) sem nos envolvermos diretamente. A dissertação ao contrário, revela quem somos, o que sentimos, o que pensamos. Nesse ponto, tenha-se o máximo de cuidado com o extremismo. Temos liberdade total de expor nossas opiniões numa dissertação e o examinador salvo raras exceções - sabe respeita-las. Tudo o que expusermos, todavia, principalmente no campo político e religioso, deve ser acompanhado de argumentações e provas fundamentais.
Para fazer um boa dissertação, exige-se:
a) Conhecimentos do assunto (adquirido através da leitura, da observação de fatos, do diálogo, etc.);
b) Reflexões sobre o tema, procurando descobrir boas idéias e conclusões acertadas (antes de escrever é necessários pensar).
c) Planejamento:
1. Introdução: consiste na proposição do tema, da idéia principal, apresentada de modo a sugerir o desenvolvimento.
2. Desenvolvimento: consiste no desenvolvimento da matéria, isto é, discutir e avaliar as idéias em torno do assunto permitindo uma conclusão.
3. Conclusão: pode ser feita por uma síntese das idéias discutidas no desenvolvimento. É o resultado final.
sábado, 30 de julho de 2011
O povo brasileiro
O que caracteriza o povo brasileiro? Confira artigo do fundador do Grupo Ser educacional, Janguiê Diniz.
O que caracteriza nosso povo? A questão da identidade brasileira já motivou estudos de intelectuais como Gilberto Freyre, Florestan Fernandes, Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda, Celso Furtado. No entanto, a vasta bibliografia sobre o tema não esgota o assunto, que ainda desafia teóricos contemporâneos das ciências sociais no País. Roberto Da Matta, Jessé Souza e Lívia Barbosa são exemplos de autores que continuam a desvendar a
brasilidade.
brasilidade.
Roberto Da Matta sugere que "O sabe com quem está falando?" é uma prática social presente em nosso cotidiano. De acordo com o autor, em situações de conflitos, os indivíduos clamam por uma sociedade hierárquica com o objetivo de burlar a lei ou aplicá-la a outrem. Da Matta defende que no Brasil os indivíduos buscam se relacionar de modo hierárquico.
Em suas variadas obras, Jessé Souza mostra que a modernização no Brasil ocorreu de modo seletivo. Em alguns estratos, observamos a modernização, com a ausência de hierarquia social nas relações sociais, a méritocracia e a igualdade de direitos. Em outros ambientes, o Brasil pré-moderno está presente, com traços da Casa Grande. Recentemente, Jessé Souza publicou o livro "A ralé brasileira". Nesta obra, o autor mostrou que apesar do crescimento econômico, os excluídos ainda são ignorados pelo estado e por parte da sociedade.
Já Lívia Barbosa desenvolveu primoroso estudo sobre o "jeitinho brasileiro". Para a autora, o jeitinho é uma prática social que quando realizada possibilita que alguém leve vantagem sobre outro. Sua obra revela também que o jeitinho é um instrumento social utilizado pelos atores com o objetivo de driblar o excesso de burocracia do estado brasileiro.
Ao olhar para o Brasil de hoje observamos que nossa sociedade ainda carrega traços pré-modernos, práticas sociais não adequadas com o estado de direito. A estabilidade monetária, a elevação do nível educacional, a amenização da desigualdade social e o aumento do consumo não foram suficientes para findar com práticas sociais arcaicas. Infelizmente, ainda existem atores que optam por perenizar a desigualdade dos direitos, a buscar artifícios para burlar as regras e a não reconhecerem os excluídos ('A ralé"), os quais devem ser prioridade do estado.
Avanços econômicos não significam modernização acelerada da sociedade. Mas é a modernização econômica que possibilita a mudança cultural. É necessário pujante e constante crescimento econômico, o qual permitirá mobilidade social e novas práticas sociais.
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