Projeto

Projeto

domingo, 31 de julho de 2011

Cronograma dos 1º anos

Cronograma para os 1º anos.

Turmas:    O Projeto será desenvolvido na Escola de Referência em Ensino Médio Beberibe, com todos os estudantes nas turmas do 1º Ano A, 1º Ano B, 1º Ano C, 1º ano D, 2º ano A, 2º ano B e 2º ano C, 3º A e 3ºB.

Atividade / Prova
Assuntos / Conteúdos
Pontuação
Data da Entrega
AT 1
Pesquisa sobre a Vida e a Obra de Sérgio Buarque de Holanda
(0 a 3,0)
Terça-feira (02.08.11)
REC 1
Quinhentismo no Brasil + Sons e letras (Capítulo 19)
(0 a 3,0)

AT 2
Exibição do documentário “Raízes do Brasil: uma cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda”, para responder dez questionamentos sobre as idéias do sociólogo.
(0 a 3,0)
1ª quinzena de Agosto
REC 2
O Barroco no Brasil + O Barroco em Portugal + Padre Antônio Vieira
(0 a 3,0)

AT3
Estudo dirigido de dois capítulos, Trabalho e Aventura e O Homem Cordial, do livro Raízes do Brasil, no qual constará de cinco problematizações.
(0 a 4,0)
Agosto
REC 3
Acentuação Gráfica + Gregório de Matos + Parônimos/Homônimos
(0 a 4,0)

Prova de Bloco
Prova Objetiva + Dissertação. Prova objetiva com trinta questões + entrega da dissertação produzida ao longo do projeto. As trinta questões serão referentes às matérias de filosofia, sociologia e língua portuguesa para as turmas dos primeiros anos e o segundo ano C, para as demais turmas só terão vinte questões referentes à filosofia e sociologia, mais a dissertação.
(0 a 10,0)
Conforme Calendário da Escola

Cronograma 2º ano C

Cronograma somente para o 2º ano C



Atividade / Prova
Assuntos / Conteúdos
Pontuação
Data da Entrega
AT 1
Pesquisa sobre a Vida e a Obra de Sérgio Buarque de Holanda
(0 a 3,0)
Terça-feira (02.08.11)
REC 1
Romantismo em Prosa / José de Alencar / Joaquim Manuel de Macedo / Manuel Antônio de Almeida + DISSERTAÇÃO TEMA: O BRASIL QUE A GENTE QUER É A GENTE QUEM FAZ
(0 a 3,0)
Dissertação para Segunda-feira (01.08.11)
AT 2
Exibição do documentário “Raízes do Brasil: uma cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda”, para responder dez questionamentos sobre as idéias do sociólogo.
(0 a 3,0)
1ª quinzena de Agosto
REC 2
Sujeito / Tipos de Sujeito / Predicado / Tipos de Predica / Complemento Verbal e Nominal
(0 a 3,0)

AT3
Estudo dirigido de dois capítulos, Trabalho e Aventura e O Homem Cordial, do livro Raízes do Brasil, no qual constará de cinco problematizações.
(0 a 4,0)
Agosto
REC 3
Realismo + Machado de Assis / Naturalismo + Aluízio de Azevedo / Parnasianismo + Olavo Bilac + Alberto de Oliveira
(0 a 4,0)

Prova de Bloco
Prova Objetiva + Dissertação. Prova objetiva com trinta questões + entrega da dissertação produzida ao longo do projeto. As trinta questões serão referentes às matérias de filosofia, sociologia e língua portuguesa para as turmas dos primeiros anos e o segundo ano C, para as demais turmas só terão vinte questões referentes à filosofia e sociologia, mais a dissertação.
(0 a 10,0)
Conforme Calendário da Escola

Dissertação



É um estudo teórico de natureza reflexiva, que consiste na ordenação de idéias sobre um determinado tema. A característica básica da dissertação é o cunho reflexivo-teórico. Dissertar é debater. Discutir. Questionar. Expressar o nosso ponto de vista, qualquer que seja. Desenvolver um raciocínio, desenvolver argumentos que fundamentem nossa posição. Polemizar, inclusive, com opiniões e com argumentos contrários aos nossos. Estabelecer relações de causa e conseqüência. Dar exemplos. Tirar conclusões. Apresentar um texto com organização lógica de nossas idéias.

A dissertação consiste na explanação ou discussão de conceitos ou idéias. Pode ser expositiva ou argumentativa.

Na dissertação expositiva, o autor apresenta uma idéia, uma doutrina e expõe o que ele ou outros pensam sobre o tema ou assunto. Geralmente ele faz a amplificação da idéia central, demonstrando sua natureza, antecedentes, causas próximas ou remotas, conseqüências ou exemplos. Na dissertação argumentativa, quer provar a veracidade ou falsidade de idéias. Pretende convencer o leitor ou ouvinte, dirige-se à sua inteligência através de argumentos, de provas evidentes, de testemunhas.



Se a dissertação é objetiva, o tratamento dado ao texto é impessoal, com argumentação lógica partindo de elementos gerais e indo para os particulares. Na dissertação subjetiva, o autor dirige-se não só à inteligência, mas também, de modo pessoal, aos sentimentos de quem ele pretende convencer. Além da emoção, às vezes há ironia, sarcasmo, ridículo. São partes importantes da dissertação: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Resumindo: Dissertar é:
I.              Expor um assunto, esclarecendo as verdades que o envolvem, discutindo a problemática que nele reside;
II.            Defender princípios, tomando decisões
III.           Analisar objetivamente um assunto através da seqüência lógica de idéias;
IV. Apresentar opiniões sobre um determinado assunto;
V. Apresentar opiniões positivas e negativas, provando suas opiniões, citando fatos, razões, justificativas.

Sendo a dissertação uma série concatenada de idéias, opiniões ou juízos, ela sempre será uma tomada de posição frente a um determinado assunto - queiramos ou não.

Procurando convencer o leitor de alguma coisa, explicar a ele o nosso ponto de vista a respeito de um assunto, ou simplesmente interpretar um idéia, estaremos sempre explanando as nossas opiniões, retratando os nossos conhecimentos, revelando a nossa intimidade. É por esse motivo que se pode, em menor ou maior grau, mediar a cultura (vivência, leitura, inteligência...) de uma pessoa através da dissertação.

Podemos contar uma estória (narração) ou apontar características fundamentais de um ambiente (descrição) sem nos envolvermos diretamente. A dissertação ao contrário, revela quem somos, o que sentimos, o que pensamos. Nesse ponto, tenha-se o máximo de cuidado com o extremismo. Temos liberdade total de expor nossas opiniões numa dissertação e o examinador salvo raras exceções - sabe respeita-las. Tudo o que expusermos, todavia, principalmente no campo político e religioso, deve ser acompanhado de argumentações e provas fundamentais.




Para fazer um boa dissertação, exige-se:

a) Conhecimentos do assunto (adquirido através da leitura, da observação de fatos, do diálogo, etc.);
b) Reflexões sobre o tema, procurando descobrir boas idéias e conclusões acertadas (antes de escrever é necessários pensar).
c) Planejamento:
1. Introdução: consiste na proposição do tema, da idéia principal, apresentada de modo a sugerir o desenvolvimento.
2. Desenvolvimento: consiste no desenvolvimento da matéria, isto é, discutir e avaliar as idéias em torno do assunto permitindo uma conclusão.
3. Conclusão: pode ser feita por uma síntese das idéias discutidas no desenvolvimento. É o resultado final.

sábado, 30 de julho de 2011

O povo brasileiro

O que caracteriza o povo brasileiro? Confira artigo do fundador do Grupo Ser educacional, Janguiê Diniz.

O que caracteriza nosso povo?  A questão da identidade brasileira já motivou estudos de intelectuais como Gilberto Freyre, Florestan Fernandes, Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda, Celso Furtado. No entanto, a vasta bibliografia sobre o tema não esgota o assunto, que ainda desafia teóricos contemporâneos das ciências sociais no País. Roberto Da Matta, Jessé Souza e Lívia Barbosa são exemplos de autores que continuam a desvendar a
brasilidade. 
Roberto Da Matta sugere que "O sabe com quem está falando?" é uma prática social presente em nosso cotidiano. De acordo com o autor, em situações de conflitos, os indivíduos clamam por uma sociedade hierárquica com o objetivo de burlar a lei ou aplicá-la a outrem. Da Matta defende que no Brasil os indivíduos buscam se relacionar de modo hierárquico.
Em suas variadas obras, Jessé Souza mostra que a modernização no Brasil ocorreu de modo seletivo. Em alguns estratos, observamos a modernização, com a ausência de hierarquia social nas relações sociais, a méritocracia e a igualdade de direitos. Em outros ambientes, o Brasil pré-moderno está presente, com traços da Casa Grande. Recentemente, Jessé Souza publicou o livro "A ralé brasileira". Nesta obra, o autor mostrou que apesar do crescimento econômico, os excluídos ainda são ignorados pelo estado e por parte da sociedade.
Já Lívia Barbosa desenvolveu primoroso estudo sobre o "jeitinho brasileiro". Para a autora, o jeitinho é uma prática social que quando realizada possibilita que alguém leve vantagem sobre outro. Sua obra revela também que o jeitinho é um instrumento social utilizado pelos atores com o objetivo de driblar o excesso de burocracia do estado brasileiro.
Ao olhar para o Brasil de hoje observamos que nossa sociedade ainda carrega traços pré-modernos, práticas sociais não adequadas com o estado de direito. A estabilidade monetária, a elevação do nível educacional, a amenização da desigualdade social e o aumento do consumo não foram suficientes para findar com práticas sociais arcaicas. Infelizmente, ainda existem atores que optam por perenizar a desigualdade dos direitos, a buscar artifícios para burlar as regras e a não reconhecerem os excluídos ('A ralé"), os quais devem ser prioridade do estado.
Avanços econômicos não significam modernização acelerada da sociedade. Mas é a modernização econômica que possibilita a mudança cultural. É necessário pujante e constante crescimento econômico, o qual permitirá mobilidade social e novas práticas sociais.